Pequenos problemas da alimentação

Tanto na amamentação como na alimentação a biberão, todos os bebés engolem sempre um pouco de ar, porém nem todos reagem da mesma maneira. O ar que chega ao estômago terá de sair, mas a altura em que sai e a rapidez com que é expelido difere de criança para criança.

Certos bebés alimentados a biberão precisam de fazer várias pausas enquanto estão a beber. Outros há que querem esvaziar o biberão tão cedo quanto possível e gritam indignados quando uma mãe cuidadosa os interrompe para os pôr a arrotar. Não tardará a perceber qual dos comportamentos o seu bebé adota.

A criança arrotará mais facilmente se após a refeição a puser de pé, direita, apoiada no seu ombro, e lhe for dando pancadinhas suaves nas costas. Não se esqueça de ter uma fralda preparada para o caso de o bebé bolçar.

Arrotar

Se passados três minutos depois de comer o seu bebé não tiver arrotado, não se preocupe mais com o assunto. Talvez não tenha engolido assim tanto ar ou poderá ser que dessa vez passem horas até que de repente ele solte um grande arroto. Poderá deitá-lo na cama e ficar descansada, mesmo que por uma questão de segurança comece por colocá-lo sobre a barriga. Nesta posição o bebé poderá bolçar sem haver o perigo de asfixia.

Vómitos e regurgitação

É normal que, ao arrotar, o bebé deite fora um pouco de leite. Com alguns bebés isso acontece quase regularmente após cada refeição, até ter cerca de seis meses e começar a juntar sólidos à sua alimentação. Desde que o bebé continue a aumentar de peso, não há razão para preocupações.
Caso ocorram vómitos explosivos, em que o bebé vomita “em jacto”, ou caso o bebé rejeite de todo a ingestão de alimentos, deverá procurar imediatamente um médico.

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Digestão

É importante prestar atenção ao aspecto das fezes, bem como à frequência com que as fraldas têm de ser mudadas.
Estar-se-á perante uma situação de prisão de ventre quando as fezes forem duras (semelhantes a pequenos berlindes).

Nesse caso verifique se o biberão está a ser preparado da maneira mais correta. O facto de a água conter demasiado calcário também poderá ser problemático. Talvez a casa esteja demasiado aquecida e o bebé tenha demasiada roupa vestida, o que o obrigará a transpirar e, sendo assim, a consumir líquidos que irão depois fazer falta nos intestinos. O resultado dessa situação são fezes mais duras ou mesmo a prisão de ventre. Se a temperatura ambiente for alta, dê mais líquidos a beber ao seu filho.

A síndroma do biberão

A chamada “síndroma do biberão” é o termo científico que designa uma série de problemas que ocorrem em estados muito precoces da infância e cuja manifestação mais frequente é a existência de cáries na dentição de leite.
Os investigadores chegaram à conclusão que a principal causa desta situação é uma utilização abusiva do biberão: este é muitas vezes utilizado para administrar, durante demasiado tempo e com demasiada frequência, bebidas que contêm açúcar e/ou substâncias aciduladas. Até mesmo as bebidas com açúcares naturais (a frutose e a lactose), bem como a água mineral com anidrido carbónico, poderão contribuir para a formação de cáries.

E o que pode você fazer? Enquanto a criança não conseguir beber de uma chávena é quase impossível prescindir da utilização do biberão. Enquanto o seu filho tiver de ser alimentado à boca, deverá ser você a única pessoa a fazê-lo, tanto a nível de líquidos como das refeições propriamente ditas!

Habitue o seu filho desde muito cedo (entre o 9º e o 12º mês de vida) a beber de uma chávena, com vista a prevenir eventuais problemas nos dentes. Existem chávenas próprias para bebés, que foram estudadas de modo a ser inquebráveis e a não verter líquidos com grande facilidade, que podem ser seguradas por mãos pequeninas e que facilitam consideravelmente a transição.

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“Sapinhos”

Se tiver a impressão que, ao sugar, o seu filho sente dores ou tem qualquer outro tipo de problema, não deixe de olhar para a boca deste: se aí encontrar pintas brancas na língua, no céu da boca, e nas mucosas das bochechas, trata-se de “sapinhos”, uma infecção provocadas por fungos.

À primeira vista parecerá tratar-se de restos de leite, porém não conseguirá removê-los com uma cotonete. Se experimentar fazê-lo, proceda com muito cuidado. Deverá dirigir-se ao pediatra, que lhe receitará a medicação que impedirão a multiplicação do fungo. As tetinas e as chupetas deverão ser substituídas. Caso esteja a amamentar, é aconselhável tratar também os mamilos para prevenir que a criança volte a ser infectada.



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