A primeira papa do bebé

A primeira papa não pode conter glúten e poderá ser láctea ou não láctea. A primeira deve ser preparada apenas com água pois já contém leite, a segunda com o leite habitual do bebé. A papa deve ser preparada de acordo com as indicações da embalagem e sem adição de açúcares, incluindo o mel. Inicialmente deve ser de consistência fina. Com a habituação do bebé à papa poderá aumentar a consistência de acordo com o gosto do seu bebé.

Se sentir que o seu bebé não fica satisfeito no final da refeição, experimente na próxima prepará-la com mais água/leite, pode acontecer que o seu bebé esteja apenas com sede.

As primeiras frutas do bebé

A partir dos 4 meses pode iniciar a introdução de algumas frutas na alimentação do seu bebé. É importante referir que a fruta deve ser dada como sobremesa e não como substituto de uma refeição.
Aconselha-se a introdução de frutas como a maçã, a pera e a banana nesta etapa devido ao seu fraco potencial alergénico. As frutas devem ser bem lavadas e descascadas no momento em que vão ser consumidas. Preferencialmente ofereça a fruta crua e madura, opte por ralar ou esmagar até obter a consistência de um puré sem grumos.
Não é necessário adicionar açúcares, incluindo o mel, pois a fruta já contém açúcares naturais.

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Introdução de outros alimentos

Por volta do sexto mês poderá começar a introduzir a proteína animal na alimentação do seu bebé. Comece pela carne, potencialmente menos alergénica que o peixe, dê preferência a cortes magros e sem gorduras. Este é um alimento com elevado conteúdo de proteínas e grande valor nutricional, muito importante para esta fase de desenvolvimento do bebé.

Para que o bebé se habitue a este novo sabor, sugerimos que no primeiro puré coza a carne juntamente com os legumes mas que a retire antes de triturar, oferecendo assim um puré com sabor a carne mas sem a sua textura. O próximo puré já deverá conter a carne cozida e os legumes triturados em conjunto, devendo a consistência ser gradualmente menos homogénea para que o seu bebé desenvolva a capacidade de mastigar e morder.

A carne de porco só deverá de ser introduzida na alimentação do bebé a partir dos 12 meses devido ao seu carácter alergénico. A introdução do peixe na alimentação do bebé deverá ser feita apenas por volta do 8º mês Nesta etapa deverá introduzir os peixes brancos. Peixes como o salmão, sardinha ou carapau só deverão ser introduzidos após os 12 meses.


O peixe deve ser cozido separadamente, devem ser removidas todas as espinhas e a pele e só depois adicionado ao puré. Deverá alternar entre purés de legumes com carne e purés de legumes com peixe na alimentação do seu bebé.


Por volta do 9º mês poderá introduzir o ovo. A introdução do ovo deve ser gradual, começando por esfarelar 1/4 da gema sobre a sopa de legumes. Pode ir aumentando 1/4 de gema por semana, devendo ao final de um mês o seu bebé já comer uma gema inteira. Nunca excedendo duas gemas por semana. A clara do ovo só deve ser integrada na alimentação do bebé após o primeiro aniversário.
Sendo o ovo uma proteína animal não deve incluir a gema em sopas que contenham carne ou peixe.

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Quando introduzir alimentos sólidos

Com cerca de oito ou nove meses poderá começar a introduzir alimentos que não estejam inteiramente reduzidos a puré. Caso a criança comece agora a tomar as primeiras refeições em conjunto com a família, é certo que de início estas terão de ser passadas, mas daí a pouco tempo com certeza já bastará que desfaça os alimentos com um garfo. Não desperdice as oportunidades em que a criança prova com curiosidade alimentos inteiros.

Certas crianças tornam-se tão mandrionas e pouco interessadas em mastigar, que não querem outra coisa senão comida em papas. Logo que a criança consiga sentar-se com segurança, deverá estar presente e sentada na sua cadeirinha alta durante as refeições.
Quando esta der a entender que quer provar algo, não lhe coloque logo à frente um prato cheio, dê-lhe antes apenas um bocado. Perto do fim do primeiro ano, o seu bebé tolera já comer praticamente tudo, desde que você use pouco sal e gordura.
Cebolas, couves e leguminosas não deverão ser dadas senão a partir do segundo ano de vida.

Comer sozinho

Desde cedo deverá começar a fomentar a independência do seu filho, mesmo que de início este espalhe tudo por todo o lado e fique tudo sujo.
Dê-lhe para a mão uma colher, com a qual ele tentará levar a comida à boca por si mesmo. Ou então prepare-lhe uma refeição que ele possa comer com as mãos: pequenos pedacinhos de pão, cubinhos de queijo, pedaços de banana e de pera etc.
Se a criança quiser começar a “afiar os dentes”, um pedaço de maçã descascada é o ideal. Poderá mordê-lo à vontade, sem correr grande perigo de se engasgar. De modo algum deverá, porém, deixar a criança a mordiscar alimentos mais sólidos sem qualquer vigilância.

Higiene na cozinha

Se quiser ser você mesma a cozinhar para o seu filho deverá esterilizar os utensílios da alimentação e tudo aquilo que entrar em contacto com o leite pelo menos até a criança ter seis meses de idade. Depois dessa altura bastará que mantenha a higiene normal própria da cozinha, sendo que aparelhos como o passe-vite, o ralador, a varinha mágica, a picadora, entre outros, que entrem em contacto com a comida, deverão ser minuciosamente lavados e limpos.



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